Toy Art

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O que “brinquedos para adultos” levam as pessoas a pensarem? Com certeza as levam para o campo semântico dos sex-shops.
Hoje em dia, brinquedos para adultos são também brinquedos e bonecos coloridos e de várias formas e tamanhos que permitem um certo tipo de fetiche de colecionador. Mas qual a diferença de um “brinquedo de adulto” e um simples e tradicional brinquedo infantil?  Um brinquedo de adulto primeiramente é incluído na categoria de “Toy Art”, sendo mais específico, seria um produto desenvolvido por um artista/designer juntamente com uma companhia de produção com a a intenção de fazê-los em um número específico e colecionável de figuras 3D em uma ou mais variantes de cores. Também há variações no tipo de materiais em que são desenvolvidos como madeira, “plush toy” (um material fofo, como pelúcia), roupas, plástico, o mais usado dos materiais o vinyl e daí por diante qualquer outro material que as empresas e os designers escolhem para desenvolver. Mas ainda sim, qual a diferença entre os dois brinquedos? Vemos até agora apenas um rigoroso processo de desenvolvimento industrial que também são usados nos brinquedos tradicionais, mas que não igualam o preço de ambos. Então qual a diferença real entre um pato de borracha de 2$ e outro de 200$? Ambos são patos… O que acontece é que no mundo da Toy Art, as coisas se parecem um pouco com as artes plásticas, quanto vale um Monet e quanto vale um quadro da feira hippie? É mais ou menos assim que funciona. O limite da produção, o status e a reputação do artista, altos valores de produção, métodos de distribuição, números de movimentos de partes do corpo, numeros de cores e ultimamente o que o mercado tem se oferecido a pagar.  O preço desses produtos normalmente são diretamente ligados ao menor ou maior número de peças desenvolvidas, assim é claro, quanto menos peças desenvolvidas mais caro elas se tornam. 

Tudo isso começou quando um artista chamado Michael Lau, em Hong Kong, começou a costumizar os famosos bonecos G I joe como personagens urbanas de Hip Hop, usando roupas de streetwear descoladas, acessórios e tudo mais. Se espalhando assim pelo Japão, inicialmente chamados de “Urban Vynil”, no entanto o termo mais aceito ultimamente é “designers toys” que é mais compatível.  Futuramente quanto essa tendência se espalhou pelo mundo inteiro e os artista que predominaram o mercado deixaram de ser o Japoneses e sim os Americanos e os Europeus todo o movimento ganhou o título de ‘Toy Art”.

O que não deixa de ser curioso é o interesse dos adultos por esses “mimos” causados por puro impulso capitalista e um tipo de regressão  à infância nostálgica, uma característica da pós-modernidade, de uma forma lúdica, no entanto com um ar disfarçadamente adulto, pois os Toy Arts realmente mostram temas que não são apropriados para crianças apesar de parecerem em sua essência personagens infantis. O mercado é super limitado o que torna além de todo o processo explicado, o preço dos produtos mais salgados ainda. Não é qualquer um que pode ter uma coleção de Toy artes, assim como não é qualquer um que pode ter um Van Gogh. ( Exemplo extremo somente para esclarecimentos ).

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